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Caraíbas! Uma grande viagem. Daquelas que sabem a verão mesmo em outubro. Um lugar onde o azul tem muitos tons, as praias parecem irreais e o ritmo abranda naturalmente. Nesta viagem de grupo vamos viver as Caraíbas da forma certa.
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A Viking deu mais um passo marcante no caminho da inovação ambiental no mar: o Viking Libra, anunciado como o primeiro navio de cruzeiro do mundo movido a hidrogénio e capaz de operar com zero emissões, já tocou água pela primeira vez. Este momento, conhecido na indústria como float out, assinala uma fase decisiva da construção e aproxima o navio da sua estreia, prevista para o outono de 2026.
O anúncio foi feito a 19 de março de 2026, com a companhia a confirmar que o Viking Libra deverá ser entregue em novembro de 2026. Depois, fará a sua temporada inaugural com itinerários no Mediterrâneo e no Norte da Europa, duas regiões onde os passageiros valorizam, cada vez mais, experiências culturais e paisagens naturais em ambientes sensíveis e regulados.
O que significa o “float out” e porque é tão importante
Para quem acompanha a construção de navios, o float out é um daqueles marcos que dizem muito em poucas palavras. É, literalmente, a primeira vez que o casco concluído entra em contacto com a água, assinalando que o navio está pronto para passar da fase de construção estrutural para a etapa final de acabamentos.
No caso do Viking Libra, a cerimónia decorreu no estaleiro de Ancona, em Itália, pertencente ao construtor naval Fincantieri. O processo começou com o corte de um cordão cerimonial, que deu o sinal para a água entrar na doca de construção. A operação de “encher” a doca e colocar o navio a flutuar decorre ao longo de cerca de dois dias. Depois disso, o Viking Libra segue para uma doca de aprestamento próxima, onde avançam os trabalhos de finalização e, sobretudo, a construção e montagem dos interiores.
Estiveram presentes representantes do estaleiro e da equipa Viking, num momento que também reforça a parceria contínua entre a companhia e o construtor italiano.
O Viking Libra em números
A Viking descreve o Viking Libra como um navio de menor dimensão, alinhado com o conceito da marca para cruzeiros oceânicos. Em vez de grandes mega navios, o foco está em escala mais contida, conforto e itinerários centrados no destino. Aqui ficam os principais dados divulgados:
- Cerca de 54.300 toneladas de arqueação bruta
- 499 camarotes
- Capacidade para 998 passageiros
- Entrega prevista: novembro de 2026
- Temporada inaugural: Mediterrâneo e Norte da Europa
Este posicionamento é particularmente interessante para quem procura um ambiente mais tranquilo a bordo e uma operação mais flexível em portos e regiões onde a pressão ambiental é maior.
Hidrogénio a bordo: o que muda, na prática
A grande novidade está no sistema de propulsão. O Viking Libra é descrito como um navio “irmão” da frota oceânica premiada da marca, mas com uma diferença essencial: vai utilizar um sistema baseado, em parte, em hidrogénio liquefeito e células de combustível.
Segundo a informação divulgada, trata-se de uma propulsão híbrida que permitirá ao navio navegar e operar com zero emissões, algo especialmente relevante em áreas com maior sensibilidade ambiental. Na prática, isto poderá abrir portas a operações mais compatíveis com restrições locais, mantendo a experiência do passageiro alinhada com a promessa de sustentabilidade real, e não apenas incremental.
A tecnologia é suportada pela Isotta Fraschini Motori (IFM), subsidiária da Fincantieri especializada em tecnologia avançada de células de combustível. O sistema de propulsão é descrito como capaz de produzir até seis megawatts de potência, um número que ajuda a perceber a escala do salto tecnológico e o investimento envolvido.
Para a Viking, esta aposta tem também um lado de filosofia. Torstein Hagen, Chairman e CEO da companhia, enquadrou assim o momento: “O float out do Viking Libra representa mais um marco para a Viking e para a nossa parceria contínua com a Fincantieri”, sublinhando ainda que, desde o início, o design dos navios tem procurado reduzir consumo de combustível e que o Viking Libra é “o nosso navio mais amigo do ambiente até hoje”. E acrescentou um ponto-chave: “Investir no hidrogénio foi uma escolha de princípio… uma verdadeira solução de zero emissões”.
E a história não fica por aqui. A Viking confirmou que o navio seguinte, o Viking Astrea, também em construção, deverá ser entregue em 2027 e seguirá o mesmo caminho: hidrogénio e capacidade de operação com zero emissões.
No contexto atual do turismo marítimo, este tipo de anúncio é mais do que uma nota de imprensa: é um sinal de que a tecnologia está a sair do papel e a entrar, literalmente, na água.














