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Em Maio de 2027, junte-se a nós num programa de grupo exclusivo e inesquecível pelos Fiordes da Noruega! Um itinerário que nos levará por alguns dos cenários emblemáticos como Flam e Hellesylt, entre montanhas, cascatas e fiordes que tornam esta região única.
Ver Programa
Há viagens que se fazem pela primeira vez com curiosidade. E depois há destinos que, antes mesmo de chegarmos, já carregam uma expectativa especial. Para mim, o Alasca está claramente nesse segundo grupo, até porque vai ser uma estreia!
Em setembro, eu e o Marco Lima vamos acompanhar mais um grupo do Blog dos Cruzeiros e do Cruise Lovers, desta vez com destino ao Alasca, a bordo do MSC Poesia.
Mas, desta vez, a viagem começa muito antes do embarque!
Primeiro Istambul, depois Seattle

A saída será de Lisboa, com voos Turkish Airlines até Seattle, mas com uma escala bastante especial pelo caminho: teremos uma noite em Istambul, alojados num hotel de 4 estrelas, e tempo para uma excursão pela cidade. Só depois seguimos para os Estados Unidos, onde teremos também uma noite em Seattle e duas excursões antes do embarque.
Gosto particularmente deste tipo de programa porque transforma aquilo que poderia ser apenas uma longa deslocação até ao porto numa parte integrante da viagem.
E Seattle, além de ser o nosso porto de embarque, é também a verdadeira porta de entrada para aquilo que vem a seguir. A cidade é um dos principais pontos de partida para os cruzeiros pelo Alasca e oferece uma combinação interessante entre ambiente urbano e a proximidade quase imediata com uma das regiões naturais mais impressionantes da América do Norte.

Sete noites no MSC Poesia
Depois de Istambul e Seattle, chega finalmente o momento do embarque no MSC Poesia, para um cruzeiro de sete noites.
O itinerário será:
- Seattle
- Ketchikan
- Fiorde Endicott Arm e Glaciar Dawes
- Juneau
- Icy Strait Point/Hoonah
- Victoria, Canadá
- Seattle
Para a MSC Cruzeiros, esta temporada é também especial. 2026 marca a entrada da companhia nos cruzeiros pelo Alasca com o MSC Poesia, que recebeu inclusivamente certificação Polar Code e algumas atualizações para esta operação.
Será, por isso, interessante perceber como um navio que conhecemos sobretudo de outros itinerários se adapta a um destino onde a experiência passa tanto pelo que vemos a partir dos decks como pelas próprias escalas.
O que mais quero encontrar no Alasca?

Se tivesse de escolher uma palavra, provavelmente seria natureza. Depois de navegar pelos impressionantes Fiordes da Noruega e explorar a fria Islândia, ambos destinos extraordinários pela sua riqueza paisagística, o Alasca parece-me o caminho e a evolução natural para as próximas viagens.
Nos últimos anos tenho feito muitos cruzeiros onde as cidades, a história, a gastronomia e os monumentos assumem um papel central. No Alasca espero encontrar praticamente o contrário.
Quero acordar, abrir a cortina do camarote e perceber que a paisagem mudou completamente. Quero ver montanhas, florestas, água, pequenas povoações e, com alguma sorte, animais que até agora só vi em documentários ou fotografias.
O Alasca é conhecido pela enorme riqueza de vida selvagem e destinos como Juneau e Icy Strait Point são particularmente associados à observação de baleias, águias e outros animais.
Não sei quantos deles iremos realmente encontrar, e talvez seja precisamente isso que torna esta viagem tão interessante.
O momento que mais expectativa me cria: Endicott Arm

Há uma parte do itinerário que, neste momento, me desperta ainda mais curiosidade do que as restantes: a navegação pelo Fiorde Endicott Arm em direção ao Glaciar Dawes.
Não é uma escala tradicional. Não há uma cidade onde desembarcar nem monumentos para visitar. O espetáculo é a própria navegação.
O Endicott Arm é um fiorde rodeado por enormes paredes de granito, quedas de água e blocos de gelo, culminando no Dawes Glacier. É um local acessível apenas por mar e onde é possível encontrar focas, águias e, ocasionalmente, baleias.
É precisamente aquele tipo de dia em que imagino que ninguém vai querer ficar fechado dentro do navio.
Provavelmente será também um dos dias em que a máquina fotográfica vai trabalhar mais.
Ketchikan, Juneau e Icy Strait Point
Também tenho muita curiosidade em conhecer as pequenas cidades e comunidades do Alasca.
Ketchikan será a nossa primeira escala. É conhecida pela relação com a pesca do salmão, pelas florestas, pelos fiordes e pela forte presença da cultura indígena Tlingit, visível sobretudo nos famosos totens.

Em Juneau, capital do Alasca, espero encontrar uma combinação interessante entre cidade e natureza. É uma capital peculiar: não existe uma ligação rodoviária convencional ao resto da América do Norte, sendo o acesso feito essencialmente por mar ou por ar. A região é ainda conhecida pelo Glaciar Mendenhall, que iremos visitar, e pela observação de baleias.
Já Icy Strait Point, em Hoonah, parece ser uma escala ainda mais virada para a natureza. Observação de baleias, ursos, floresta e atividades de aventura fazem parte das possibilidades disponíveis nesta pequena comunidade ligada ao povo Huna Tlingit.
E sim, vou levar binóculos!
E ainda temos o Canadá
Antes de regressarmos a Seattle teremos ainda uma última escala em Victoria, na Colúmbia Britânica, Canadá.
Depois de vários dias de natureza mais selvagem, será provavelmente uma mudança de cenário interessante. Victoria é conhecida pelo Inner Harbour, pelos edifícios históricos, Chinatown e pelos famosos Butchart Gardens.
Será também uma boa forma de fechar o cruzeiro antes do regresso a Seattle.
Uma viagem diferente de todas as outras

Já fiz muitos cruzeiros pelo Mediterrâneo, Caraíbas e destinos bastante diferentes entre si. Mas tenho a sensação de que o Alasca vai exigir outra forma de viajar.
Aqui, talvez seja menos importante correr para visitar dez monumentos numa escala e mais importante simplesmente parar, olhar à volta e aproveitar o lugar onde estamos.
É isso que mais quero descobrir.
Quero perceber se o Alasca é realmente tão impressionante quanto dizem, se os glaciares conseguem transmitir aquela dimensão que as fotografias nunca parecem mostrar completamente e se a vida selvagem aparece quando menos esperamos.
E há outra coisa que quero descobrir: se depois de fazer um cruzeiro pelo Alasca ficamos imediatamente com vontade de voltar.
Dentro de poucas semanas vou ter a resposta.
Até lá, começa a contagem decrescente para uma das viagens que mais expectativa me cria este ano.
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