Notícias

Relatório da CLIA: 6 Estatísticas que mostram a evolução para a Descarbonização dos Cruzeiros

EXPLORA II
Segundo o novo relatório ambiental da CLIA, as companhias de cruzeiros estão a investir fortemente em tecnologia sustentável: ✅ De 1 para 19 navios com motores multifuel desde 2018 – e 32 previstos até 2036 ⚡ 58% da frota já preparada para ligação elétrica em terra, que reduz até 98% das emissões nos portos 98,2% dos navios produzem a sua própria água potável 82,4% da frota trata as águas residuais a bordo com sistemas avançados ️ 81 navios terão tecnologia de redução de emissões (SCR) até 2025 As companhias estão a investir milhares de milhões de dólares para construir a frota do futuro — mais limpa, eficiente e amiga dos oceanos.
Ilhas Gregas! Há viagens que se fazem com um mapa. Outras fazem-se com os sentidos bem despertos. Este cruzeiro a bordo do Celebrity Infinity pertence claramente ao segundo grupo: uma rota pensada para quem quer sentir o Mediterrâneo, não apenas visitá-lo. Ver Programa

A CLIA – Associação Internacional das Companhias de Cruzeiros e principal representante global do setor – acaba de divulgar o seu Relatório Anual sobre Tecnologias e Práticas Ambientais. O relatório evidencia progressos contínuos e mensuráveis por parte das companhias de cruzeiro associadas da CLIA, no cumprimento de uma agenda ambiental ambiciosa – desde a experimentação e teste de biocombustíveis, ao investimento em motores multifuel, ao uso crescente de combustíveis com baixas emissões e à maximização de medidas de eficiência energética.

O número de navios a operar com motores multifuel, capazes de alternar entre combustíveis convencionais e combustíveis de zero ou quase zero emissões, aumentou de apenas um navio em 2018 para 19 atualmente. Até ao final de 2025 prevê-se que 23 navios com motores multifuel estejam em serviço, incluindo o primeiro navio de cruzeiro com capacidade para três tipos de combustível, prevendo-se, ainda, que, até 2036, esse número aumente para 32.

As companhias de cruzeiros continuam a aumentar a utilização de alternativas ao fuelóleo pesado à medida que vão surgindo novas opções, incluindo biocombustíveis, GNL e outros. Exemplo disso é a entrega de um navio em 2024 preparado para utilizar metanol até 2026, bem como outro navio cuja entrega está prevista para o final deste ano.

Outro avanço significativo é a ligação elétrica em terra (OPS), que permite desligar os motores nos portos e reduzir as emissões em até 98%, dependendo da combinação de fontes de energia, de acordo com estudos realizados por vários portos do mundo e pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA. O número de navios preparados para esta tecnologia quase duplicou desde 2018, sendo atualmente 166 unidades (58% da frota global), prevendo-se que atinja 273 navios até 2036.

As infraestruturas portuárias equipadas com OPS também estão a aumentar. Atualmente, 41 portos em todo o mundo onde operam navios de cruzeiro (menos de 3%) dispõem de cais de cruzeiros com OPS, o que representa um aumento de oito portos em relação ao ano passado.

No âmbito das regulamentações de descarbonização “Fit for 55” da União Europeia, até 2030 os principais portos da Europa serão obrigados a disponibilizar ligação elétrica em terra, o que irá acelerar ainda mais o investimento em infraestruturas portuárias nessa região.

A tecnologia de Redução Catalítica Seletiva (SCR), que reduz partículas e óxidos de azoto, também registou um crescimento notável, passando de 7 navios em 2018 para 81 em 2025.

Relativamente aos recursos hídricos, 98,2% da frota já dispõe de sistemas de produção de água potável a bordo, promovendo a autossuficiência e reduzindo a pressão sobre os recursos dos portos. No tratamento de águas residuais, 234 navios (82,4% da frota) estão equipados com Sistemas Avançados de Tratamento de Águas Residuais (AWTS). Prevê-se que, até 2036, 273 navios estejam equipados com AWTS. Além disso, como parte do compromisso global com a sustentabilidade, as companhias de cruzeiros comprometeram-se a não descarregar águas residuais não tratadas em qualquer parte do mundo durante as operações normais.

Leia também  CLIA European Summit 2026 na Madeira: 4 dias para falar de sustentabilidade, portos e destinos

Na área dos resíduos, as companhias de cruzeiros estão a adotar uma nova geração de tecnologias de gestão de resíduos a bordo, permitindo que alguns navios reciclem ou reutilizem praticamente todos os resíduos gerados. Entre os sistemas de ponta atualmente utilizados nos navios de cruzeiro destacam-se os sistemas de gaseificação de resíduos para produção de energia, presentes em oito navios, e os digestores microbianos para resíduos alimentares, já instalados em 128 navios.

6 estatísticas-chave

  • Motores multifuel: de 1 navio em 2018 para 19 em 2024, e 32 previstos até 2036
    • Importância: mostra uma aceleração significativa na transição energética da frota de cruzeiros, com motores capazes de operar com combustíveis de baixas ou zero emissões. Representa o avanço tecnológico e o investimento em alternativas sustentáveis ao fuelóleo tradicional.
  • 58% da frota global (166 navios) já preparada para ligação elétrica em terra (OPS)
    • Importância: o OPS permite reduzir até 98% das emissões nos portos, um dos momentos de maior impacto ambiental. Demonstra o compromisso das companhias com a descarbonização das operações portuárias.
  • 41 portos de cruzeiros têm cais com OPS (apenas 3%)
    • Importância: revela o desfasamento entre a frota e a infraestrutura portuária, sublinhando a necessidade de investimento urgente nos portos para acompanhar os avanços tecnológicos dos navios.
  • Tecnologia SCR: de 7 navios em 2018 para 81 até 2025
    • Importância: a Redução Catalítica Seletiva diminui drasticamente os óxidos de azoto e partículas nocivas, sendo um grande contributo para a qualidade do ar e cumprimento das normas ambientais internacionais.
  • 98,2% da frota produz a sua própria água potável
    • Importância: promove a autossuficiência hídrica e reduz a dependência dos recursos locais, um ponto essencial para portos com limitações de abastecimento ou regiões ambientalmente sensíveis.
  • 82,4% dos navios (234 unidades) possuem Sistemas Avançados de Tratamento de Águas Residuais (AWTS)
    • Importância: garante que quase toda a frota trata as águas residuais a bordo, reforçando o compromisso de não descarregar águas não tratadas e protegendo os ecossistemas marinhos.

As companhias de cruzeiros são pioneiras e inovadoras na tecnologia marítima — investindo no desenvolvimento de sistemas avançados de tratamento de águas residuais, ligação elétrica em terra, sistemas de lubrificação a ar e na mais recente geração de motores bicombustíveis — dos quais outros sectores do sector marítimo também beneficiam,” afirmou Bud Darr, presidente e CEO da CLIA. “As companhias de cruzeiros estão a investir dezenas de milhar de milhões de dólares na construção da frota do futuro, incluindo mais de 80 novos navios já encomendados com estas e outras inovações. Estes são passos concretos para aumentar a eficiência e a capacidade operacional da frota global como um todo”, acrescentou.

Receba as minhas novidades sobre cruzeiros no WhatsApp! Abrir

About the author

Nuno Ribeiro

Olá, o meu nome é Nuno Ribeiro e sou fundador do Blog dos Cruzeiros, um blog sobre o mundo dos grandes cruzeiros, onde pode encontrar notícias, opiniões, sugestões, guias, companhias, navios e muito mais. Sempre que subo a bordo de um navio descrevo toda a experiência aqui para que possa ajudar quem pretende fazer um cruzeiro. Boas leituras!

Share this