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Canal do Panamá; Colombia & as Ilhas ABC (Aruba, Bonaire e Curaçao)! Entre praias de águas cristalinas, cidades coloniais cheias de história e a travessia do Canal do Panamá, esta é uma viagem que combina natureza, cultura e engenharia como poucas no mundo.
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Há momentos na vida de quem comanda um navio que vão muito além dos procedimentos, dos instrumentos e dos anos de formação. São momentos em que a técnica faz o que pode – e depois cede lugar a algo mais difícil de nomear. Foi exatamente isso que o comandante do MSC Euribia partilhou numa publicação que tocou muitos dos que a leram: uma reflexão honesta e profunda sobre o que sentiu ao atravessar o Estreito de Ormuz.
O limite que não se vê, mas se reconhece
“Há uma fronteira dentro de mim que não vejo, mas que reconheço sempre que lá chego. É o ponto onde acabam as minhas capacidades.” É com estas palavras que Lauro Maresca, comandante do MSC Euribia, descreve aquilo que muitos profissionais do mar conhecem bem, mas raramente dizem em voz alta: o momento em que a competência técnica encontra os seus limites – e em que é preciso continuar mesmo assim.
Durante anos, conta, pensou que esse ponto era o limite. Mas foi ao atravessar Ormuz que percebeu que não. É precisamente aí que começa outra coisa.
Competência e fé: duas forças que trabalham juntas
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais tensas do mundo – estratégica, politicamente sensível e exigente para qualquer comandante. Não foi em abstrato, mas neste contexto concreto, que o comandante descreve ter sentido “o peso da responsabilidade, a tensão subtil, a presença do medo.” E acrescenta algo que surpreende pela clareza: “Mas não me parou.”
A reflexão que partilha não é sobre fraqueza. É sobre a relação entre duas forças que, diz, aprendeu a não separar: as suas capacidades, que o mantêm firme e lhe dão controlo; e a sua fé, que o leva além – “precisamente quando o controlo já não chega.”
O medo, descreve, estava presente. Mas já não estava à sua frente a bloquear o caminho. Estava ao lado, quase atrás – “como algo que já não decidia por mim.”
Uma travessia que é também interior

O que torna este testemunho especialmente significativo é a forma como o comandante descreve duas travessias simultâneas: a do estreito, e a de si próprio. “Enquanto avançava, sentia que não estava apenas a fazer o meu trabalho. Estava a atravessar também essa fronteira dentro de mim.”
É uma reflexão que ressoa para lá do mundo da navegação. Para quem conhece o mar, há algo de muito verdadeiro na ideia de que o oceano – e as rotas que o cruzam – têm uma forma de nos colocar diante de nós mesmos. De nos mostrar onde acabamos e onde começa algo que não controlamos completamente. “Não é um fim. É uma passagem. É a partir daí que me torno mais do que aquilo que julgava ser.”
Palavras de um homem que atravessou Ormuz – e que, ao fazê-lo, descobriu um pouco mais sobre quem é.
Quem é Lauro Maresca
Lauro Maresca é um dos comandantes mais reconhecidos da MSC Cruzeiros, atualmente ao comando do MSC Euribia. Natural de Sant’Agnello, em Nápoles, tem uma carreira marítima de mais de 30 anos que começou em 1994, quando, inspirado pelo avô, embarcou como marinheiro na MSC Cargo. Subiu todos os degraus da hierarquia náutica: alcançou o grau de comandante em 2006, tornou-se Capitão de Estado-Maior em 2012 e foi promovido a comandante pleno da MSC Cruzeiros em 2016.
Certificado IGF e reconhecido pela sua liderança e perícia de navegação, Lauro Maresca é também uma figura próxima dos passageiros e da comunidade marítima, partilhando regularmente reflexões sobre vida no mar, liderança e fé no LinkedIn e no Instagram. Casado com Lucia desde 1991, é conhecido por encarar os desafios da navegação – como a travessia do Estreito de Ormuz – não como obstáculos, mas como oportunidades para unir profissionalismo, fé e paz interior.
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