Crystal Cruises

O triste e inesperado fim de uma das mais icónicas companhias de cruzeiro de luxo

A marca, que outrora significava altos standards de luxo e um excecional serviço ao cliente, não aguentou uma pandemia que tem devastado a indústria dos cruzeiros como um todo. Os dois navios oceânicos, Crystal Serenity e Crystal Symphony, bem como o novo navio de expedição, Crystal Endeavor, e mais cinco navios fluviais, estão agora nas mãos dos credores.

A Crystal Cruises vai fechar os seus escritórios nos EUA e já está a enviar para casa grande parte da tripulação, dias depois dos seus dois navios de luxo terem sido apreendidos, enquanto se procura uma solução para o pagamento das dívidas da companhia.

Os tripulantes foram dispensados ​​na última semana, de acordo com uma fonte anónima, com conhecimento do processo e ainda sem confirmação oficial. Um vídeo de um anúncio feito à tripulação a bordo de um navio Crystal detalhou a notícia, de acordo com uma publicação no Crew Center, uma comunidade online para tripulantes de cruzeiros. De acordo com Bloomberg News, a V.Ships, assumirá a gestão dos navios.

Infelizmente, este é o fim da Crystal Cruises”, disse a tripulação no vídeo. “Não sabemos o que vai acontecer no futuro. Os navios estão à venda.”

A Genting Hong Kong, proprietária da Crystal Cruises, e a V.Ships não responderam à solicitação da Bloomberg News.

O fecho das operações da sede da Crystal Cruises, em Miami, segue as apreensões dos navios na semana passada nas Bahamas. Um fornecedor de combustíveis entrou com uma ação em tribunal por dívidas não pagas no valor de mais de 4 milhões de dólares. Enquanto isso, a Genting Hong Kong está a trabalhar com liquidatários provisórios para reestruturar o grupo.

A Crystal tornou-se a maior operadora de cruzeiros do mundo a procurar assistência judicial para proteger os seus ativos durante a pandemia quando pediu a tribunais das Bahamas, a 18 de janeiro, que nomeasse os liquidatários provisórios depois de esgotar “todos os esforços razoáveis” para negociar com os credores e partes interessadas.

A empresa registou uma perda recorde de 1,7 mil milhões de dólares em Maio, quando a pandemia devastou a indústria dos cruzeiros. A sua subsidiária de construção naval alemã, MV Werften, também declarou insolvência.

A Crystal Cruises disse anteriormente que ia suspender os seus cruzeiros até Maio. O seu call center foi desativado até novo aviso enquanto a companhia processava os reembolsos de clientes.

A Dream Cruises Holding Ltd., uma unidade indireta da Genting Hong Kong, continuará a operar a sua frota na Ásia.

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