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Canal do Panamá; Colombia & as Ilhas ABC (Aruba, Bonaire e Curaçao)! Entre praias de águas cristalinas, cidades coloniais cheias de história e a travessia do Canal do Panamá, esta é uma viagem que combina natureza, cultura e engenharia como poucas no mundo.
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Não era a nossa primeira viagem às Ilhas Gregas. Longe disso. Já conhecíamos Santorini, Mykonos, Rodes e até o Celebrity Infinity.
Mas este regresso acabou por provar que repetir um destino não significa repetir uma viagem. Poderíamos, por isso, pensar que seria uma viagem com poucas surpresas.
Estávamos enganados!
Desta vez descobrimos novos lugares, como Náuplia, Pyrgos e Salónica, regressámos a alguns dos nossos favoritos e voltámos a confirmar que não é preciso conhecer um destino pela primeira vez para nos conseguirmos apaixonar novamente por ele.
E tudo começou dois dias antes sequer de embarcarmos.
Duas noites em Atenas antes do Cruzeiro
Sempre que possível, gostamos de chegar à cidade de embarque pelo menos um ou dois dias antes. Além de eliminar grande parte do stress provocado por eventuais atrasos nos voos, permite transformar o pré-cruzeiro numa verdadeira extensão da viagem.
Desta vez ficámos duas noites no Hotel Amalia, com uma localização praticamente perfeita, mesmo ao lado da Praça Syntagma e do Parlamento Grego.

Atenas é uma cidade que já conhecemos, mas onde é sempre agradável regressar. E nesta viagem houve um lugar que nunca falhamos: O Bairro Plaka.
A partir do hotel conseguíamos chegar facilmente a pé e, ao final do dia, o bairro ganha uma vida especial. Ruas movimentadas, pequenas lojas, restaurantes, esplanadas e aquele ambiente descontraído que tão bem combina com as noites quentes de verão na Grécia.
Foi precisamente em Plaka que jantámos no Geros Tou Moria, com alguns clássicos inevitáveis da gastronomia grega à mesa. Salada grega, moussaka e outros sabores locais foram uma excelente forma de anunciar oficialmente: estamos de volta à Grécia.
E a noite ainda nos reservou uma surpresa: durante o jantar fomos brindados com uma animada atuação de Kalamatianos, uma das danças tradicionais gregas mais conhecidas. Entre a música, a dança e o ambiente festivo que se vivia no restaurante e nas ruas de Plaka, dificilmente poderíamos ter escolhido uma forma mais genuína de começar esta viagem.
Canal de Corinto, Epidauro e a nossa estreia em Náuplia
Ter duas noites antes do embarque permitiu-nos fazer algo diferente.

No segundo dia deixámos Atenas e seguimos em direção ao Canal de Corinto, uma das obras de engenharia mais impressionantes da Grécia. O canal corta literalmente a paisagem, com enormes paredes verticais, criando uma ligação entre o Golfo de Corinto e o Golfo Sarónico, que é como quem diz: liga o Mar Jónico ao Mar Egeu.
Seguimos depois para o Teatro de Epidauro, extraordinariamente bem preservado e famoso pela sua acústica. Construído no século IV a.C., continua a ser um daqueles locais onde é difícil não pensar na quantidade de História que já passou pelas bancadas onde estamos sentados.

Mas havia uma novidade especial neste dia: Náuplia.
Apesar das várias viagens que já fizemos à Grécia, nunca tínhamos visitado aquela que foi a primeira capital do país moderno.
E gostei muito.
Ruas estreitas, edifícios elegantes, praças animadas e inúmeras esplanadas criam um ambiente muito agradável. Foi também ali que parámos para almoçar tranquilamente antes de regressarmos a Atenas.
O cruzeiro ainda nem sequer tinha começado e já tínhamos acrescentado um novo destino à nossa lista.
Finalmente, o Celebrity Infinity
No dia seguinte chegou finalmente o momento de embarcar no Celebrity Infinity.
Também aqui estávamos a regressar a uma casa conhecida. Já tinha viajado anteriormente neste mesmo navio pelas Ilhas Gregas e continuo a gostar particularmente da experiência proporcionada pela Celebrity Cruises.
O Infinity não é um dos gigantes modernos que hoje dominam as novidades das companhias de cruzeiros. É um navio de outra geração e com uma dimensão que, pessoalmente, continua a funcionar muito bem neste tipo de itinerário.
O serviço da Celebrity continua igualmente a ser um dos que mais me agrada. Há uma atenção ao passageiro, uma qualidade gastronómica e um ambiente a bordo que colocam a companhia num patamar que considero claramente premium.

Nem tudo foi perfeito…
Ao jantar, por exemplo, achei o serviço algo mais lento do que seria desejável, embora a qualidade da comida se tenha mantido no nível habitual da Celebrity.
E depois temos o preço do pacote de bebidas… mais de 400€ por pessoa para uma semana. E se multiplicarmos por dois no mesmo camarote…
Gosto dos pacotes de bebidas pela comodidade que proporcionam, mas desta vez decidi fazer uma experiência: não comprei o pacote de bebidas.
Também é verdade que não sou propriamente um ávido consumidor de bebidas alcoólicas. Gosto dos meus cafés, de beber uma cerveja e de um ou outro cocktail à noite, mas nada de exageros.
Foi exatamente isso que fiz durante todo o cruzeiro, pagando cada consumo individualmente, precisamente para no final poder comparar com aquilo que teria gasto se tivesse comprado o pacote.
A conta final? Cerca de 200€ em bebidas.
Tendo em conta que o pacote custava mais de 400€ por pessoa, no meu caso a decisão compensou claramente. Poupei mais de 200€ e, mais importante, nunca deixei de beber aquilo que me apetecia.
Naturalmente, cada passageiro terá hábitos de consumo diferentes, mas esta experiência mostrou-me que vale mesmo a pena fazer algumas contas antes de adicionar automaticamente o pacote à reserva.
Santorini: desta vez começámos por Pyrgos

A primeira escala dificilmente poderia ser mais emblemática: Santorini. 😍
Quando chegámos havia uma excelente notícia. O Celebrity Infinity era o único navio fundeado na caldeira. Quem conhece Santorini em pleno verão sabe a diferença que isto pode fazer.
Seguimos numa excursão privada para o nosso grupo e começámos por um lugar onde nunca tínhamos estado: Pyrgos.
E ainda bem.

A antiga fortaleza, as ruas estreitas e as vistas sobre a ilha mostraram-nos uma Santorini diferente daquela que normalmente encontramos nas fotografias de Oía e Fira.
Naturalmente, seguimos depois para Oía. As casas brancas, as cúpulas azuis e os miradouros continuam lá e, apesar de já conhecermos a vila, é praticamente impossível guardar a máquina fotográfica.

Terminámos em Fira, onde parte do grupo regressou imediatamente ao navio.
Nós decidimos ficar.
Almoçámos com uma vista privilegiada sobre a caldeira, acompanhados por uma salada grega e um gyros de porco, antes de descermos de teleférico.
Sem filas.
Quem já encontrou filas intermináveis neste teleférico perceberá imediatamente o luxo que isto representa.
Santorini pode sofrer bastante com o excesso de visitantes, sobretudo quando existem vários navios na caldeira. Tivemos sorte… ou teria sido por ser um Celebrity? Em qualquer caso, isso fez toda a diferença.
Rodes: sair do navio e entrar na Idade Média

Poucas escalas são tão fáceis para um passageiro de cruzeiro como Rodes.
O Infinity atracou praticamente em frente à Cidade Medieval e bastaram alguns minutos a pé para atravessarmos as muralhas.
Decidimos fazer tudo por nossa conta, como já é habitual em Rodes.
Percorremos a magnífica Rua dos Cavaleiros até ao Palácio do Grão-Mestre, passeámos pelos seus jardins e continuámos depois pelas ruas da cidade histórica, passando pela Mesquita de Suleiman e pela animada Praça Hipócrates.
Rodes é também um bom exemplo de que nem sempre precisamos de uma excursão organizada. Quando o navio nos deixa praticamente dentro de uma das principais atrações da escala, caminhar sem grandes planos pode ser precisamente a melhor opção.
E houve, naturalmente, tempo para uma cerveja grega numa esplanada. E não era propriamente a primeira vez que o fazíamos em Rodes.
Na nossa visita anterior fomos apanhados de surpresa pelo simpático dono de uma esplanada, que nos apareceu com um litro de cerveja servido num enorme copo em forma de bota! A intenção era boa, mas confesso que metade da cerveja acabou por ficar por lá.
Desta vez já levávamos a lição aprendida. Voltámos a parar para beber uma cerveja grega, mas tivemos o cuidado de pedir uma versão bem mais pequena. Afinal, também aprendemos alguma coisa quando repetimos os destinos! 😉
Éfeso: uma cidade que continua a impressionar
Em Kusadasi, voltámos a fazer uma excursão privada para o nosso grupo até Éfeso.
Já conhecíamos este extraordinário sítio arqueológico, mas há lugares cuja dimensão justifica perfeitamente uma segunda visita.

A Biblioteca de Celso continua a ser a grande estrela, mas caminhar pela antiga Rua de Mármore, entrar no Grande Teatro, observar o Templo de Adriano, as latrinas públicas, fontes, colunas e restos das antigas habitações permite imaginar a dimensão daquela que chegou a ser uma das cidades mais importantes do Império Romano.
Mas deixo aqui dois avisos importantes para quem visitar Éfeso no verão. ☀️
O primeiro é o calor. As temperaturas podem ser muito elevadas e grande parte da visita é feita ao ar livre, com poucas zonas de sombra. Água, chapéu e proteção solar são praticamente obrigatórios.
O segundo é o calçado. As antigas ruas de mármore, polidas por séculos de utilização, podem ser bastante escorregadias e exigem algum cuidado, sobretudo nas zonas inclinadas. Um dos elementos do nosso grupo chegou mesmo a escorregar durante a visita.
Felizmente não sofreu qualquer lesão, mas ficou o alerta: levem calçado confortável e, sobretudo, com uma sola que ofereça boa aderência.
Desta vez encontrámos também uma novidade particularmente interessante: o Ephesus Experience Museum.
Através de enormes projeções, som e tecnologia digital, somos transportados para a cidade há cerca de dois mil anos. Depois de caminharmos entre ruínas, vermos digitalmente aquelas mesmas ruas cheias de vida ajuda a perceber muito melhor aquilo que acabámos de visitar.
Para mim, tornou uma visita que já conhecia novamente interessante.
Mykonos: lindíssima… mas levem a carteira preparada
Em Mykonos, o Infinity ficou fundeado e desembarcámos através dos tenders.

Aqui fica uma dica que pode ser útil. Em vez de utilizarmos o autocarro para chegar à periferia da cidade, apanhámos um pequeno barco que, por apenas 2,50€ por trajeto, nos deixou diretamente no coração da Old Town.
Muito mais prático.
Depois fizemos aquilo que mais gosto de fazer em Mykonos: não ter absolutamente nada no roteiro. E talvez essa seja uma das melhores formas de descobrir: caminhar sem destino e deixar que as suas ruas nos indiquem o caminho.
Perdemo-nos pelas ruelas brancas, passámos pelas lojas e esplanadas, fotografámos as casas com portas coloridas e buganvílias e acabámos, inevitavelmente, junto aos famosos moinhos de vento.
Mykonos continua a ter um charme muito próprio. E desta vez decidimos aproveitá-lo também à mesa, com um almoço num dos restaurantes de Little Venice, literalmente com o mar aos nossos pés. É difícil imaginar um cenário mais bonito para uma refeição em Mykonos, com as casas coloridas sobre a água e o Egeu mesmo à nossa frente.
Foi caro? Caríssimo!
Mas há experiências em que não pagamos apenas aquilo que está no prato. Pagamos também o lugar, a vista e o momento. E, pelo menos uma vez, vale a pena.
Os preços em Mykonos, de resto, continuam a não ser para todos os bolsos. Por isso, a recomendação mantém-se: visitem Mykonos, desfrutem de Mykonos… mas levem a carteira um pouco mais recheada.
Salónica foi a grande surpresa
E chegámos à escala sobre a qual tinha menos expectativas: Salónica.
Nunca tínhamos visitado a segunda maior cidade da Grécia e não tínhamos sequer uma excursão programada. Decidimos descobri-la por nossa conta.
Foi uma excelente decisão.

Logo no terminal é possível apanhar o autocarro Hop-On Hop-Off, que custava 15€ e permite utilizar o circuito durante todo o dia. Embora seja perfeitamente possível caminhar do porto até ao centro, esta revelou-se uma excelente forma de chegar aos locais mais afastados.
Começámos pela marginal, visitámos a emblemática Torre Branca e a estátua de Alexandre, o Grande, antes de seguirmos para o Museu Arqueológico.
Mais tarde subimos até Ano Poli, a Cidade Alta, junto às antigas muralhas bizantinas. Além de ser bastante mais tranquila do que a zona junto ao mar, oferece excelentes vistas sobre a cidade e o Golfo Termaico.
Foi também na Cidade Alta que tivemos um daqueles momentos que não aparecem em nenhum programa de excursões. Numa pequena ruela lateral descobrimos mais um restaurante típico, muito simples e genuinamente grego… sentados à sombra das árvores, partilhámos enormes travessas de carne grelhada e frango preparado à moda grega, terminando com generosas fatias de melancia fresca.
Tudo simples, delicioso e, para surpresa de todos, bastante económico.
Se em Mykonos quase tudo nos parecia caro, em Salónica aconteceu precisamente o contrário: comemos muito bem, com enorme simpatia e por um preço que nos deixou genuinamente surpreendidos. Dois destinos gregos, separados por poucos dias de viagem, mas com preços que pareciam pertencer a países diferentes.
É precisamente por momentos como este que gosto, sempre que possível, de partir à descoberta sem um passeio organizado e sem ter tudo planeado ao minuto.
Caminhar, explorar e deixar algum espaço para o inesperado permite-nos encontrar lugares e pessoas que provavelmente nunca fariam parte de uma excursão.
E, muitas vezes, são precisamente estes momentos mais genuínos e inesperados que acabam por ser os mais recompensadores de toda a viagem.
O percurso levou-nos ainda pela Praça Aristóteles, Igreja de São Demétrio e vários testemunhos das diferentes civilizações que passaram por Salónica.
Romanos, bizantinos e otomanos deixaram marcas por toda a cidade.
Talvez por não sabermos exatamente o que esperar, Salónica acabou por ser uma das grandes surpresas desta viagem.
É histórica sem parecer uma cidade-museu, tem uma marginal agradável, muita vida nas ruas e é extremamente fácil de visitar durante uma escala de cruzeiro.
Voltaria sem qualquer problema.
Um dia para desfrutar do Infinity

Depois de tantos quilómetros percorridos em terra, chegámos finalmente ao último dia, totalmente dedicado à navegação.
Confesso que nem sempre gostei dos dias de navegação. Durante muito tempo via-os quase como um dia em que não podíamos sair do navio e em que, de repente, todos os passageiros estavam a bordo ao mesmo tempo. Piscinas cheias, restaurantes mais movimentados, mais filas e aquela sensação de que tudo estava um pouco mais confuso.
Com o passar dos anos – e dos cruzeiros – fui aprendendo a gerir estes dias de outra forma.
Evito determinadas horas de maior movimento, troco facilmente uma piscina cheia por algum tempo no spa ou por um bom livro e procuro aqueles recantos mais tranquilos do navio que, nos dias de escala, muitas vezes nem temos oportunidade de descobrir.
Hoje vejo os dias de navegação de maneira completamente diferente.
Em vez de tentar fazer tudo aquilo que o navio oferece, aprendi simplesmente a desfrutar do tempo a bordo ao meu ritmo. E talvez seja esse o verdadeiro segredo para começar a gostar deles.
Sem horários de excursões, tenders ou autocarros, sobra tempo para tomar o pequeno-almoço sem pressa, passear pelos decks, experimentar restaurantes e bares ou simplesmente sentar numa espreguiçadeira a olhar para o mar.
Foi também uma oportunidade para voltarmos a apreciar o Celebrity Infinity e confirmarmos aquilo que já sabíamos: apesar dos anos, continua a ser um navio onde me sinto muito bem.
E ainda faltava a Acrópole

O desembarque não significou imediatamente o fim da viagem.
Antes de regressarmos a casa ainda tínhamos um último encontro marcado com Atenas.
Subimos à Acrópole e voltámos a caminhar entre alguns dos monumentos mais importantes da civilização ocidental, naturalmente com o Parténon a dominar todo o conjunto.
Terminámos no Museu da Acrópole, que considero o complemento obrigatório à visita. Muitas das peças encontradas no complexo estão ali preservadas e ajudam a compreender aquilo que vimos poucos minutos antes no topo da colina.
Foi a forma perfeita de fechar o círculo.
Começámos esta viagem em Atenas e terminámos exatamente no coração da sua História.
Ilhas Gregas outra vez? Sim!
Esta viagem confirmou-me algo que já suspeitava: não precisamos de procurar sempre destinos novos para continuarmos a ser surpreendidos.
Voltámos a Santorini e descobrimos Pyrgos. Regressámos a Éfeso e encontrámos uma nova experiência imersiva. Voltámos a passear pelas ruas de Rodes e Mykonos, mas desta vez descobrimos também Náuplia e, sobretudo, uma Salónica que superou claramente as expectativas.
Durante a viagem houve ainda outro elemento que a tornou especialmente divertida. Juntamente com o Marco Lima, do Cruise Lovers, fomos gravando uma série de vídeos sobre os diferentes destinos e partilhando-os com as nossas comunidades.
Deu-nos muito gozo fazê-los e acabou por ser também uma forma diferente de viver e contar esta viagem enquanto ela acontecia.
E regressámos ao Celebrity Infinity, onde encontrámos novamente aquilo que mais valorizo na Celebrity: bom serviço, excelente gastronomia e um ambiente premium sem necessidade de transformar o navio num gigantesco parque de diversões.
Há coisas a melhorar? Claro.
O serviço ao jantar poderia ter sido mais rápido e os preços dos pacotes de bebidas começam, na minha opinião, a atingir valores difíceis de justificar.
Mas o balanço final é muito fácil de fazer.
Voltaria às Ilhas Gregas?
Depois de várias viagens à região, a resposta continua a ser exatamente a mesma.
Amanhã!
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