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Estado da Indústria dos Cruzeiros: O que pensam os líderes das companhias, Arnold Donald, Richard Fain, Frank del Rio e Pierfrancesco Vago

Os líderes desta indústria reuniram-se esta terça feira no sul da Florida para discutir o estado da indústria dos cruzeiros, que espera um crescimento recorde até 2026.

Contou-se com a presença de Arnold Donald, presidente e CEO da Carnival Corporation; Richard Fain, presidente e CEO da Royal Caribbean Cruises; Frank del Rio, presidente e CEO da Norwegian Cruise Line Holdings e Pierfrancesco Vago, presidente executivo da MSC Cruises.

É a maior e melhor experiência de ferias que existe, só é preciso que mais pessoas saibam disso” disse Arnold Donald. Richard Fain, por seu lado, conclui que a proposta de valor estava a tomar de assalto não só os EUA, como também a Europa. E a Ásia está a explodir. Os desafios andam à volta das Caraíbas, capacidade e China, bem como a diversificação do produto.

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Del Rio disse que “responder à questão “onde” é crítico para o sucesso de cada viagem e para o sucesso final da companhia de cruzeiros” em relação ao planeamento dos itinerários. “É por isso que o planeamento de cada destino é muito importante. Até ao dia de hoje, eu revejo todos os itinerários de cada navio antes da sua venda. São os passageiros que determinam o destino e o preço, ou o rendimento, e isso irá determinar a rentabilidade de uma linha de cruzeiros”, concluiu. Foi apontado o exemplo de uma partida de verão, onde um navio no Báltico ganharia quase o dobro do rendimento que um navio nas Caraíbas.

Até este momento, 2017 tem sido muito bom, de acordo com os executivos, que disseram que será um bom ano, sendo que as reservas e os preços são positivos.

Em 2016, os lucros foram em grande parte impulsionados pelo aumento da capacidade de passageiros e a redução dos custos operacionais e de combustíveis, bem como o aumento dos gastos a bordo, por passageiro, por dia, enquanto que a receita de bilhetes, foi diminuindo ano após ano.

Del Rio afirmou que as excursões a terra foram a fonte número um das receitas abordo.

Após vários anos de custos, será cada vez mais difícil encontrar onde poupar e com os preços dos combustíveis a começar a subir, será mais difícil manter a dinâmica dos lucros, que também beneficiou dos programas de recompra de acções.

A Carnival Corporation disse recentemente aos seus investidores que esperam poupanças na ordem dos 70 a 80 milhões de dólares anuais.

Uma outra forma de enfrentar o desafio é com a construção de novos navios, que sejam mais eficientes em termos de custo do que as gerações anteriores, oferecendo também mais opções de receita abordo. Outra forma ainda, é explorar novos mercados, como a China, e oferecer novos destinos premium, como Cuba.

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Na China, o crescimento recorde em 2016 veio apoiado por outro ano de forte crescimento, mas a curva está a descer, apesar de que os novos navios da Star Cruises e da Carnival Corporation vão fazer com que a agulha se mova no início de 2020.

Nas caraíbas, as coisas estão novamente a aquecer, enquanto a capacidade está a ser retirada da Europa, devido a várias questões. “Os nossos activos mexem-se e nós seguimos as tendências de para onde os nossos clientes querem ir, seja à China ou a Cuba” – diz Vago.

Com cerca de 82 navios encomendados, os destinos têm que ser preparados para mais e maiores navios, as companhias de cruzeiros têm que manter o olho na oferta e na procura. “Nunca na história dos cruzeiros houve uma carteira de encomendas para 10 anos” – concluiu Pierfrancesco Vago.

O crescimento da capacidade é uma constante”, Del Rio acrescentou. “O resultado é o congestionamento de alguns dos destinos visitados no mundo. Deste modo, a industria tem procurado novos mercados para colocar os seus navios e novos destinos”. Del Rio afirmou que as companhias de cruzeiros estão também a investir nos seus próprios portos, e a gastar dinheiro no desenvolvimento de infra-estruturas de homeport.

Richard Fain disse que era importante continuar a educar os governos locais e nacionais sobre o quanto a indústria de cruzeiros contribui em termos de empregos e de impacto na economia local. “Quando os governos vêem este tipo de impacto económico, têm tendência a incentivá-lo”- observou Fain.

O aumento da capacidade será subjacente para a próxima década, com uma média de cada novo navio com uma capacidade de 3000 passageiros. Alguns destes navios irão substituir navios mais velhos, apesar de esses navios serem geralmente mais pequenos e menos eficientes.

Para os consumidores isto vai significar, melhores preços, novos destinos e novos e excitantes navios.

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