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Como são os cruzeiros pelo Rio Ródano

Entre os cruzeiros fluviais existentes, um dos que mais desperta o interesse é aquele pelo Rio Ródano, em França. Com a possibilidade de ser combinado com um trecho do Rio Saôna, trata-se de um itinerário que desvenda os locais mais fascinantes das regiões da Borgonha e da Provença.

O cruzeiro em si leva sete noites, mas é frequentemente combinado com extensões prévias e posteriores. Pelo lado norte, a extensão costuma incluir Dijon e, por vezes, Paris, de onde se ascende através do comboio TGV.

Pelo lado sul, o aeroporto de entrada é o de Marselha, porém é comum extensão de uma ou duas noites alguma outra cidade do belo litoral francês.

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A chamada Cote D´Azur tem como sua principal estrela o principado do Mónaco, famoso pelo luxo e sofisticação, tal como demonstra o seu deslumbrante casino. Monte Carlo, a capital, é considerada uma das cinco grandes polos que rivalizam com Las Vegas. Alternativamente, costuma-se alocar os passageiros em Cannes, outra cidade costeira de muito glamour, e intimamente relacionada com o cinema.

Vamos então considerar um cruzeiro sul-norte. É comum ouvir-se que Marselha está na foz do Rio Ródano, mas isso é apenas parcialmente correto. A cidade está a pouco mais de 30 quilómetros a leste da foz. Certamente próxima, porém a área onde o Ródano encontra o mar é, na verdade, um parque natural protegido, que algumas navegadoras eventualmente incluem como parte do programa.

O porto de embarque, de facto, costuma ser a cidade de Arles, a uns 50 quilómetros acima da foz do rio. Não é incomum utilizarem outras cidades menores para o processo de embarque, como Port St Louis. Os custos de atracagem são menores nestas paragens, e um navio atracado por longo período poderia ser muito caro em grandes centros.

Arles, no entanto, estará no programa básico. Um passeio de meio dia é suficiente para a orientação básica dos passageiros, com paragens nas principais atrações. A parte da tarde é deixada livre para exploração individual, ou para os passeios opcionais. A partir de Arles, o mais comum é uma visita a Carriéres de Lumiéres, um show de luzes e projeções realizado numa antiga pedreira.

A paragem seguinte será certamente em Avinhão, com o destaque certeiro do antigo Palácios dos Papas e histórias sobre a ponte que protagoniza a famosa cantiga Sur le pont D´Avignon. Novamente, o passeio incluído ocorre de manhã, deixando a tarde livre para escolhas opcionais que, aqui, incluem a famosa adega Châteauneuf-du-Pape, produtora do vinho homónimo, e um dos melhores exemplares provençais.

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O terceiro dia reduz um pouco a velocidade e despende todo o tempo em Viviers, pequeno vilarejo que possui um centro antigo de interesse. Também já se pode testar um pouco da culinária francesa, pois a cidade oferece atraentes opções neste sentido.

O dia seguinte costuma ser dividido em duas pequenas cidades. Tournon, uma antiga e bela cidade medieval que dispõe de um castelo do século XVI e algumas ruínas romanas ocupa o período da manhã. E, pela tarde, Vienne, que tem como destaques sua catedral gótica e um antigo anfiteatro romano.

Mais um dia e alcança-se um dos pontos altos do cruzeiro, a cidade de Lyon. Considerada uma das principais cidades gastronómicas de França, Lyon também tem um centro urbano pitoresco, com ruelas charmosas, fontes e prédios clássicos. É em Lyon que o cruzeiro deixará o Ródano e entrará no Saôna, para a parte final do programa.

O último porto de escala costumeiramente é em Tournus, de onde se parte para visitar adegas de Chardonnay, o vinho típico desta região da Borgonha. A navegação segue até St Jean de Losne, onde se procede o desembarque. Muito próximo estará Dijon, outra cidade reconhecida pela culinária, e também aeroporto de partida, caso não se estenda até Paris.

Ressalvadas todas as possíveis limitações orçamentárias, este é um cruzeiro que convém combinar com dias em terra, antes e depois da navegação. Apesar de toda a beleza e atração das vilas ribeirinhas, uma viagem a França não parece completa sem um pouco das suas grandes cidades.

Adicionalmente, as conexões aéreas são facilitadas se os voos partem da capital ou de Marselha. E, por fim, as próprias companhias se encarregam das transferências de e para o navio quando se adquire as noites extras com elas. Uma conveniência que pode até mesmo ser mais económica do que reservar diretamente o seu quarto de hotel.

Também deve-se ficar atento às ofertas que costumam aparecer. Este programa pode operar no sentido inverso, iniciando-se a navegação em St Jean de Losne e desembarcando em Arles. Algumas companhias que operam este cruzeiro são AMA Waterways, Avalon Waterways, Scenic Cruises e CroisiEurope.

 

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