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Ilhas Gregas! Há viagens que se fazem com um mapa. Outras fazem-se com os sentidos bem despertos. Este cruzeiro a bordo do Celebrity Infinity pertence claramente ao segundo grupo: uma rota pensada para quem quer sentir o Mediterrâneo, não apenas visitá-lo.
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A CLIA (Cruise Lines International Association), a maior associação comercial da indústria de cruzeiros a nível global, apresentou na Madeira, durante a sua Cimeira Europeia, os principais destaques do mais recente Estudo de Impacto Económico – e os números ajudam a perceber porque é que o setor está cada vez mais no centro das discussões sobre turismo, emprego e desenvolvimento regional.
Em 2024, a indústria de cruzeiros apoiou 445.000 empregos em toda a Europa e gerou um contributo total de €64,1 mil milhões para a economia europeia. Desse montante, €28 mil milhões corresponderam a contribuição direta para o PIB europeu, mostrando que o impacto não se limita aos portos: estende-se a fornecedores, estaleiros, empresas de logística, hotelaria e uma enorme rede de serviços que trabalha “nos bastidores” para que cada escala aconteça.
Um estudo que chega numa altura decisiva para o turismo europeu
Os resultados referentes a 2024 surgem num contexto em que os decisores políticos europeus estão cada vez mais focados na criação de um turismo mais sustentável e equilibrado. A CLIA sublinha que o modelo dos cruzeiros pode contribuir para esse objetivo, ao distribuir fluxos turísticos por mais regiões, apoiar épocas intermédias e reforçar economias em zonas costeiras, insulares e até remotas.
Portugal: €940 milhões de impacto económico e €410 milhões para o PIB
No caso português, os dados mais recentes (2024) apontam para um impacto económico de €940 milhões, com uma contribuição de €410 milhões para o PIB. O detalhe mais relevante é a composição desse impacto: não são apenas os gastos em terra que contam – as compras das companhias e a atividade industrial associada pesam muito.
Motores do impacto dos cruzeiros no PIB português
Em 2024, a maior fatia do contributo para o PIB em Portugal veio das compras das companhias de cruzeiros, que totalizaram €174 milhões e representaram 42% do impacto total no PIB. A isto juntam-se outros pilares fundamentais:
- Gastos de passageiros e tripulações em negócios locais: €150 milhões;
- Construção naval e expansão de capacidade portuária: €78 milhões;
- Salários de equipas das companhias de cruzeiros: €8 milhões
Este retrato reforça uma ideia importante: o valor económico dos cruzeiros não depende apenas do “dia de escala”. Uma parte muito significativa está ligada a fornecimentos, serviços técnicos e investimento em infraestrutura.
A Europa cresceu quase 16% face a 2023
A CLIA indica que a contribuição económica global aumentou quase 16% em comparação com 2023, um sinal de procura sustentada por viagens de cruzeiro no continente. E essa procura traduz-se numa cadeia de valor ampla: desde estaleiros e fornecedores de componentes, até portos, operadores logísticos, hotelaria e pequenas e médias empresas.
Em termos europeus, os gastos diretos relacionados com cruzeiros atingiram €31 mil milhões em 2024, incluindo €14 mil milhões em bens e serviços adquiridos a fornecedores europeus e €10 mil milhões em construção naval relacionada com cruzeiros.
O que dizem os responsáveis da CLIA
O presidente e CEO da CLIA, Bud Darr, destacou que estes números demonstram que o turismo de cruzeiros é uma parte integral da economia marítima europeia, entregando valor ao apoiar empregos, negócios e comunidades costeiras através de uma cadeia interligada. Sublinha ainda que os benefícios vão além dos portos, alcançando fornecedores e economias locais, incluindo regiões costeiras, insulares e remotas, e contribuindo para fluxos turísticos mais equilibrados.
Já Nikos Mertzanidis, diretor executivo da CLIA Europa, lembrou que os cruzeiros representam cerca de 3% do turismo global, mas conseguem gerar benefícios económicos significativos e distribuídos geograficamente. Para regiões insulares e marítimas, em particular, podem ser uma fonte estável e recorrente de rendimento, além de promoverem destinos periféricos, viagens fora da época alta e práticas de turismo responsável.
No fundo, a mensagem da CLIA na Madeira é clara: os cruzeiros não são apenas turismo – são também indústria, logística, serviços, investimento e emprego. E é precisamente essa combinação que explica o peso crescente do setor nas conversas sobre o futuro económico e turístico da Europa – e de Portugal.














