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Caraíbas! Uma grande viagem. Daquelas que sabem a verão mesmo em outubro. Um lugar onde o azul tem muitos tons, as praias parecem irreais e o ritmo abranda naturalmente. Nesta viagem de grupo vamos viver as Caraíbas da forma certa.
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A carteira global de encomendas da indústria de cruzeiros continua a crescer e confirma um cenário claro: as companhias estão a apostar forte em nova capacidade para o resto da década – e além. Segundo um estudo do Cruise Industry News, os números mais recentes apontam para 78 navios encomendados e mais de 206.600 camas, com um valor combinado estimado em 80,0 mil milhões de dólares.
Em termos práticos, trata-se de um aumento líquido de um navio face ao mês anterior (de 77 para 78), acompanhado por mais cerca de 6.600 camas na capacidade total. O valor estimado do conjunto também subiu, com um acréscimo superior a 3 mil milhões de dólares em comparação com fevereiro.
Novas encomendas e o “tamanho médio” dos navios que aí vêm
Entre as novas encomendas, destacam-se dois navios da classe Discovery da Royal Caribbean, além de um novo navio para cada uma das marcas Norwegian, Regent e Oceania. Este movimento ajuda a explicar a subida simultânea de número de navios, camas e valor global do orderbook.
O perfil dos navios encomendados mostra uma tendência de grande escala e investimento elevado. Em média, cada novo navio na carteira representa aproximadamente:
- 2.649 passageiros
- 118.194 toneladas de arqueação bruta
- 1,03 mil milhões de dólares de custo por navio (média)
Estes indicadores ajudam a perceber que, apesar de existirem navios mais pequenos e mais exclusivos, o “centro” do mercado continua a ser dominado por unidades grandes e muito caras, com forte componente tecnológica e de produto.
Quem lidera por capacidade e por número de navios
Ao olhar para os grupos e marcas, há duas leituras relevantes: quem tem mais capacidade (camas) contratada e quem tem mais navios no total.
Por capacidade, MSC Cruzeiros e Explora Journeys surgem no topo, com o maior orderbook: 14 navios que representam um investimento total de 21,1 mil milhões de dólares e 52.088 camas.
Já por grupos empresariais, a liderança é da Norwegian Cruise Line Holdings, com 17 navios distribuídos pelas marcas Norwegian, Oceania e Regent Seven Seas – um pacote avaliado em 21,0 mil milhões de dólares e 46.569 camas.
Outros destaques importantes:
- Royal Caribbean Group: 10 navios encomendados, avaliados em 10,5 mil milhões de dólares
- Carnival Corporation: sete navios, com um total de 10,7 mil milhões de dólares
Em conjunto, os quatro grandes grupos de cruzeiros concentram 48 dos 78 navios encomendados, o que reforça a ideia de que a maior parte da expansão está a ser puxada pelos líderes globais do setor.
Entregas até ao fim da década e preço médio por cama
A “linha de montagem” mantém-se forte até ao fim da década, com calendário já bem composto para 2027 e 2028.
Em 2027, estão previstos 15 navios (27.860 camas) para entrega, com unidades para marcas como Carnival Cruise Line, MSC Cruzeiros, Explora Journeys, Norwegian Cruise Line, Oceania Cruises e Disney Cruise Line, entre outras.
Para 2028, o quadro inclui 13 navios e 30.770 camas, sugerindo que a indústria não está apenas a repor frota – está a aumentar capacidade de forma significativa.
A carteira estende-se muito para além disso, chegando a 2037, com a Norwegian Cruise Line e a Oceania Cruises a manterem opções futuras em vários anos de entrega. No lado do investimento, o preço médio por cama (considerando todo o orderbook) situa-se nos 387.329 dólares – um número que traduz bem o nível de capital que está a ser colocado no mar.














