Cruzeiro aos Fiordes da Noruega (e porque me apaixonei pelo país mais feliz do mundo)

Cruzeiro aos Fiordes da Noruega (e porque me apaixonei pelo país mais feliz do mundo)

Cruzeiro aos Fiordes da Noruega (e porque me apaixonei pelo país mais feliz do mundo)

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Um Cruzeiro aos Fiordes da Noruega é algo único e inesquecível. Foi isso mesmo que experienciei e vou mostrar tudo nesta reportagem do meu último cruzeiro à Noruega. 


Fazer um Cruzeiro aos Fiordes da Noruega está na lista de qualquer amante dos cruzeiros, e não era excepção no nosso caso. Há muito que tínhamos esse objectivo e, neste mês de Maio, tivemos a oportunidade de visitar o país mais feliz do mundo, num inesquecível cruzeiro à Noruega.

Como normalmente acontece, o itinerário é a principal motivação para a escolha final, e acabamos por nos decidir pelo embarque em Copenhaga, na Dinamarca, e escalas em Stavanger, a apaixonante Bergen, Alesund, e o deslumbrante fiorde de Geiranger, o Geirangerfjord.

Muitos outros locais ficaram de fora como Flam, Trondheim, Tromso, o Cabo Norte, o ponto mais setentrional da Europa e onde se pode ver o famoso Sol da meia noite sobre o Mar de Barents, ou arquipélago Svalbard, o local habituado mais próximo do Polo Norte.

Mas isso serão contas para o próximo cruzeiro à Noruega 🙂

Um pouco sobre a Noruega

Torre Valberg, Stavanger.

A Noruega é um país nórdico com pouco mais de 5 milhões de habitantes e lidera muitos dos rankings da ONU. É o país mais desenvolvido em termos humanos desde 2001, foi considerado o melhor país para viver, o mais pacífico e o mais feliz do mundo, à frente da Dinamarca.

A Noruega recusou, em referendo, e por duas vezes, a entrada na União Europeia, e como tal, não faz parte dos 28 países-membros, nem da Zona Euro. No entanto tem laços estreitos com a União Europeia presentes em inúmero tratados, como por exemplo o do espaço Schengen. A saúde e a educação, incluindo o ensino superior, são totalmente grátis para todos os noruegueses e até para estudantes estrangeiros.

A moeda na Noruega é a coroa norueguesa. 1 Euro corresponde a 10 coroas norueguesas, não sendo difícil a conversão para euros. 100 NOK facilmente se dividem por 10 para termos o correspondente valor em Euros, serão 10€. 1000 NOK serão cerca de 100€ e por aí fora.

Neste momento, 1 NOK são exactamente 0,104€, pouco mais de 10 cêntimos.

Câmara de Comércio de Stavanger

A Noruega é um país rico devido à sua economia baseada nos recursos petrolíferos, hidroeléctricos, pesqueiros, florestais e minerais. O Oljefondet é um fundo criado em 1990 para gerir as receitas da indústria petrolífera e o seu objectivo é salvaguardar as gerações vindouras do declínio da exploração petrolífera. A maior parte da energia na Noruega não vem, contudo, do petróleo, mas sim dos seus ricos recursos hídricos.

Mesmo sendo o sétimo produtor mundial de petróleo, os preços dos combustíveis são muito altos, superiores até aos portugueses. No entanto a Noruega comprometeu-se em abolir a venda de viaturas a gasolina em 2025. Hoje, cerca de 50% dos carros vendidos no país são eléctricos e Oslo é a capital com mais viaturas eléctricas do mundo.

Em termos de comunicações móveis, as cidades por onde passamos estão bem servidas, mesmo em termos de dados móveis. Relembro que a Noruega, apesar de não fazer parte da UE, tem acordos de roaming, e como tal, o preço das chamadas/dados móveis na Noruega é igual a Portugal. Uma excelente notícia e menos uma preocupação com dados móveis ou Wifi. No nosso caso, nem adquirimos os pacotes de internet do navio, já que podíamos usufruir em terra da rede móvel, mesmo em Geiranger, uma localidade pequena e remota da Noruega.

O feriado nacional da Noruega é no dia 17 de Maio, Dia da Constituição, e onde os noruegueses comemoram a primeira constituição livre e independente. Como o nosso cruzeiro foi na semana anterior, pudemos ver as cidades engalanadas com bandeiras da Noruega e muitos ensaios para os desfiles do 17 de Maio.

O clima nos Fiordes da Noruega

Fiorde de Geiranger

Não espere que seja um frio de morrer nos fiordes, e em geral, na costa oeste da Noruega. Aliás o inverno não é muito diferente do inverno do norte de Portugal, pelo que estávamos preparados. Por exemplo, as temperaturas médias em Alesund, porta de entra para os Fiordes, não chegam a valores negativos em pleno inverno.

A costa oeste da Noruega está sob influência da Corrente do Golfo, uma corrente quente e rápida, que se desloca para a Europa do Norte, vinda do Golfo do México, e que afecta directamente a Noruega.

Não surpreendentemente, as temperaturas na costa oeste são bem mais amenas, do que, por exemplo, em Oslo, na costa leste, onde as médias no inverno não chegam a temperaturas positivas. Por outro lado, o efeito do Atlântico faz-se sentir na precipitação, sendo os Fiordes da Noruega, um dos locais mais chuvosos em todo o país.

Também os dias e as noites são diferentes nestas latitudes. No verão os dias são longos e no inverno são muito curtos. Em Maio, quando fizemos o cruzeiro, às 11 da noite ainda havia luz e às 4 da manhã já se levantava o dia. E se formos mais para norte, ao Cabo Norte, o sol nunca se põe, sendo famoso o “seu” Sol da Meia Noite.

O navio – Serenade of the Seas

Serenade of the Seas atracado em Stavanger, Noruega.

O Serenade of the Seas é um navio de tamanho médio, com 90 mil toneladas e capacidade para pouco mais de 2000 passageiros, ideal para se esgueirar pelos Fiordes da Noruega. Não é um dos navios mais recentes (2003), não tem simuladores de surf nem robots para nos servirem uma bebida, mas tem tudo o que é característico de um bom serviço da Royal Caribbean.

Chop’s Grille

Gastronomia de padrões altos para o segmento, entretenimento sempre presente e com qualidade, organização e serviço ao passageiro como a companhia nos habituou, sempre com um “Good Morning” e com um sorriso na face. É isto que nós gostámos e o porquê de sermos passageiros frequentes da Royal Caribbean.

Exterior do Windjammer Buffet, Serenade of the Seas

Para os mais curiosos, o Serenade of the Seas é o 3º navio da classe Radiance, depois do Radiance of the Seas (2001) e Brilliance of the Seas (2002) e precede o último da classe, o Jewel of the Seas (2004). São navios com grande aplicação do vidro, como a sala de jantar principal, os elevadores panorâmicos exteriores e a cobertura retráctil da piscina interior.

O Embarque

Chegamos de manhã cedo a Copenhaga, porto de embarque para o Serenade of the Seas. Infelizmente não tivemos a oportunidade de visitar a capital da Dinamarca, mas sugiro vivamente ir um dia antes e explorar a cidade. Do aeroporto até ao terminal de cruzeiros tivemos que apanhar dois meios de transporte, isto para quem não quiser ir de táxi.

Os sistemas de transporte são rápidos, baratos e integrados uns com os outros. Adquirimos um bilhete nas máquinas automáticas do aeroporto válido para o metro, até ao centro, e posteriormente, para o autocarro que nos levaria ao porto.

Para quem pretender deslocar-se desta forma deverá escolher a linha amarela do metro, para ir da estação de Lufthavnen (aeroporto) até Nørreport, no centro da cidade, e bem perto dos famosos Jardins de Tivoli (a viagem demora cerca de 10 minutos). Aqui, e já no exterior, apanha o autocarro número 25 para Oceankajen, o terminal de cruzeiros.

Para informações sobre como se deslocar em Copenhaga visite a página do metro aqui e o website de turismo da cidade aqui.

O camarote

Camarote Exterior, Serenade of the Seas

Pela primeira vez optamos por uma camarote exterior, no deck 4, e não estamos nada arrependidos. Tivemos o cuidado de verificar se havia camarotes no deck inferior e superior, para ter a certeza que não estaríamos em zona de passagem ou de algum bar, e de facto dormiu-se lindamente. Também ajudou o facto de a cama e o colchão serem muito bons.

O camarote em si tinha espaço suficiente, com boa arrumação e um pequeno sofá com mesa de apoio. Quanto à janela, era generosa, permitindo usufruir das paisagens por onde íamos passando, e neste caso específico dos Fiordes da Noruega, um camarote exterior, ou com varanda, é altamente recomendável.

Gastronomia

Giovanni’s Table, Serenade of the Seas

My Time Dinnig da Royal Caribbean, foi a modalidade escolhida para o jantar principal do Serenade of the Seas. Com esta modalidade podemos escolher a hora que queremos jantar sem lugar fixo, nem turnos pré-definidos.

Simplesmente marcamos a reserva para uma determinada hora e o responsável da sala indica-nos uma mesa disponível. Simples e prático. Devo dizer que raramente reservamos, apenas chegávamos à sala e solicitávamos uma mesa para dois. Sempre conseguimos uma mesa, sem sequer ter que esperar mais de dois minutos.

Em relação ao serviço na sala principal, foi irrepreensível. Fomos sempre bem atendidos, com rapidez e muito atenciosos, como é habitual na Royal Caribbean. A qualidade da comida esteve sempre em padrões muito bons, em todos os pratos, entradas, prato principal e sobremesa. Devo dizer que comemos muito bem no Serenade of the Seas.

Pappardelle

Dos restaurantes temáticos a bordo optámos pelo Chop’s Grille, de grelhados, e pelo Giovanni’s Table, de comida típica italiana, deixando de fora o Izumi, já que não somos fãs de sushi. Mais uma vez, não ficamos desapontados com o serviço e a qualidade da comida.

O itinerário

Stavanger

Parte antiga de Stavanger, Noruega.

A primeira escala, após o embarque em Copenhaga, foi Stavanger, a capital norueguesa do petróleo, e a 4ª maior do país, com cerca de 150 mil habitantes.

A industria do petróleo está muito ligada à cidade, com muitas empresas estatais e estrangeiras com escritórios em Stavanger, incluindo a sede a empresa estatal norueguesa Statoil, a maior empresa da Escandinávia, que actua na extracção de petróleo e gás natural.

Stavanger não é de facto grande. O porto fica mesmo no centro e possibilitou-nos conhecer a cidade a pé.

Logo à saída do terminal podemos visitar a parte antiga de Stavanger, o antigo porto e as características casas de madeira nos seus arredores. O passeio a pé pelas ruas bem tratadas e ornamentadas com as flores de Maio é obrigatório.

Mais à frente do porto podemos ver, no topo de uma pequena colina, a Catedral de Stavanger, datada do séc. XII, mas várias vezes reconstruída. Inicialmente do estilo românico evoluiu ao longo dos anos para um estilo gótico, e hoje ambos os estilos convivem no seu interior.

Catedral de Stavanger, Noruega.

Ainda no centro da cidade pode visitar o Museu Norueguês do Petróleo e a Torre Valberg, um posto de vigia com vistas espectaculares para a cidade e para o mar.

Vista do porto antigo de Stavanger.

Na região de Stavanger pode visitar uma das suas maiores atracções, Preikestolen, que infelizmente não tivemos oportunidade de visitar. Conhecida como a Rocha do Púlpito, uma rocha situada a 600 metros de altura no fiorde de Lyse, e acessível através de ferry-boat e por trilhos percorridos a pé (3 km).  A Lonely Planet atribuiu a Preikestolen o melhor visual panorâmico do mundo.

Bergen

Vista do Monte Floyen sobre Bergen, Noruega.

Ao terceiro dia do nosso cruzeiro no Serenade of the Seas, da Royal Caribbean, chegamos à surpreendente Bergen, pelo menos para nós, que não conhecíamos. A segunda cidade da Noruega é linda em todos os aspectos, mas ainda mais na Primavera, quando Bergen se ornamenta em todos os vários jardins que a compõem.

O porto fica perto do centro e 20 minutos chegam para uma caminhada a pé desde o desembarque até ao antigo porto medieval de Bryggen, Património Mundial da UNESCO desde 1979, e caracterizado pelos seus edifícios coloridos. Hoje está repleto de lojas de artesanato, museus, cafés e restaurantes, e é um bom ponto de partida para descobrir Bergen.

Bryggen, Bergen.

Se quiser “perder-se” pelas ruas da cidade pode começar por subir uma das ruas perpendiculares ao antigo porto no sentido do interior, e aí poderá ver os típicos bairros de Bergen, todos muito bem cuidados e ornamentados.

Bairro típico de Bergen.

Perto de Bryggen tem também disponível o funicular que o levará até ao Monte Floyen, a 320 metros de altitude, e onde poderá ver Bergen em todo o seu esplendor, o mar e as montanhas que circundam a cidade (a subida custa 50 coroas norueguesas, cerca de 5€ por pessoa). Lá em cima, além do miradouro, tem restaurante, café, uma loja típica e muita actividade ao ar-livre.

Miradouro do Monte Floyen, Bergen.

Nós preferimos descer a pé, já que tem vários trilhos até à cidade. São cerca de 3 quilómetros mas a descer fica bem mais fácil, e as vistas e os próprios trilhos, valem bem a pena.

É normal vermos muitos noruegueses a correr neste local, para cima e para baixo. Não se admire com os “trolls” e com as bruxas, já que estamos em plena Floresta dos Trolls, um parque com pequenas criaturas imaginárias que abundam nas florestas norueguesas… só não tire fotografias à bruxa.

Floresta dos Trolls, Bergen.

Depois da descida de uma hora, voltamos à cidade, mais concretamente ao Mercado de Peixe, um edifício moderno, bem no coração do porto antigo, aberto todo o ano. Em Maio, quando visitamos o mercado, estava aberto ao exterior com bancadas de venda de peixe, restaurante e confecção do peixe no local.

Foi aqui aqui que almoçamos peixe fresco grelhado na hora, mas com muita variedade como mexilhão, salmão, carne de baleia, lagosta ou o enorme caranguejo-real. Optamos por espetada de camarão, salmão grelhado e uma prova de sabores de carne de baleia, da qual não ficamos particularmente fãs (o sabor assemelha-se a atum).

Os preços aqui no Mercado de Peixe não são baratos, os pratos começam nos 185 NOK (18 euros) e vão por aí acima. O nosso almoço, com bebidas, ficou por cerca de 80€, para duas pessoas, em pratos de plástico e em mesas com outros turistas. Vale pela qualidade e frescura do peixe, que sem dúvida, foi dos melhores que já comemos.

Mercado de Peixe, Bergen.

Após o almoço, regressamos às ruas de Bergen, até uma das principais praças, Torgallmenningen, bem perto do porto.

Continuando pela praça chegamos a uma avenida perpendicular, onde se encontra, no topo, o Teatro Nacional de Bergen, e no sentido contrário, o Byparken, o enorme parque relvado com um belíssimo coreto, onde se encontra a estátua do famoso compositor norueguês, Edvard Grieg.

Num fantástico dia de verão em Bergen, não admira que os relvados do Byparken estivessem cheios de pessoas deitadas a usufruir do dia sol.

Alesund

Alesund, vista do Monte Aksla

O dia nasceu cinzento quando entramos em Alesund, a porta de entrada para o Geirangerfjord. Alesund é conhecida pela sua arquitectura Art Noveau, um estilo que começou após a reconstrução da cidade em 1904, depois de um incêndio devastador.

O Serenade of the Seas atracou bem no centro de Alesund, pelo que foi fácil, mais uma vez, percorrer a cidade a pé.

Serenade of the Seas, atracado em Alesund, Noruega.

Tínhamos como objectivo subir ao Monte Aksla onde poderíamos ver a cidade e todas as ilhas e montanhas que circundam Alesund.

A vista é de cortar a respiração, mas o caminho até lá é duro… se o fizer a pé. Subimos os 418 degraus desde o centro até ao Monte Aksla, mas a jornada é agradável. Se não quiser ir a pé tem comboio panorâmico que o leva lá acima.

Quando descemos, e depois de muitas fotografias, fomos ao centro de Alesund ver o estilo Art Noveau dos edifícios. A cidade é calma, sem confusões, com poucos carros, pelo que se faz de forma muito agradável todo o passeio pelo centro. Fomos até à igreja de Alesund, reconstruída em 1909, após o terrível incêndio, foi construída essencialmente em betão com mármore norueguês e magníficos vitrais coloridos.

Fiorde de Geiranger, Geirangerfjord

Geiranger, Noruega.

Devo dizer que foi dos sítios mais bonitos que já pude ver. Não é uma cidade encantadora, não tem monumentos nem museus históricos, mas como natureza no estado mais puro, mesmo inexplorada, não há como Geiranger e o seu famoso fiorde. É incrível o que a mãe natureza conseguiu esculpir ao longo da última Era do Gelo!

Geiranger

O Fiorde de Geiranger, Património Mundial da UNESCO desde 2005, é constituído por um azul profundo das águas, altas montanhas com picos brancos pela neve, exuberantes campos verdejantes e magníficas cascatas de água, várias até têm direito a nome.

Geiranger é uma localidade pequena no final interior do fiorde, não tem mais de 200 habitantes durante o inverno. É tão pequena que percorremos o centro em 5 minutos. Não tem sequer um médico, aliás, diz-se aqui qua a melhor altura para alguém adoecer é à quarta-feira à noite, já que na quinta é dia de visita do médico. No entanto um avião está preparado para, em poucos minutos, chegar a Geiranger, vindo de Alesund, para qualquer emergência.

Geiranger, Noruega

Geiranger tem um pequeno porto, onde consegue receber 140 a 180 navios de cruzeiro em apenas cinco meses, de Maio a Setembro. O porto tem um passadiço articulado, de 236 metros, que se estende até ao navio e permite facilmente o desembarque das centenas de passageiros, uma operação sem que o navio atraque no cais.

Queríamos ver o máximo de Geiranger, e por isso, optámos uma excursão da Royal Caribbean. Tínhamos várias opções, mesmo em termos de horários, sendo que escolhemos sair apenas ao meio-dia, e foi uma escolha acertada, pois a essa hora já tinha levantado aquela neblina matinal que pairava sobre Geiranger.

Serenade of the Seas, em Geiranger, Noruega

Horas antes, às 4h00 da manhã, já o dia se levantava, quando entramos em Geiranger. Estava frio e uma chuva miudinha, mas não perdemos a chegada à pequena localidade, juntamente com algumas dezenas de passageiros do Serenade of the Seas que madrugaram, tal como nós. Pudemos ver as impressionantes montanhas do fiorde e as ruidosas cascatas, principalmente as “Sete Irmãs” e a “Pretendente“.

Chegada ao Fiorde de Geiranger, Noruega

A nossa excursão partia às 12h00, já o sol brilhava e o calor aquecia Geiranger. O nosso destino foi subir pela famosa Eagle Road (Estrada da Águia) e parar no miradouro de Eagle Bend, a 600 metros de altura, onde se pode ver Geiranger e a famosa cascata “Sete Irmãs”.

Eagle Bend é um dos principais miradouros, e uma alternativa ao Monte Dalsnibba, uma incrível montanha 1500 metros acima do nível do mar. Em Maio ainda está totalmente coberto de neve, e a estrada, até lá, está encerrada ao tráfego.

Fiorde de Geiranger, vista de Eagle Bend, Noruega

Depois da visita a Eagle Bend continuamos pela Eagle Road (Estrada da Águia) até ao magnífico Lago Eidsvatnet para uma pequena paragem. O lago é conhecido como um dos melhores locais para pesca da região.

Lago Eidsvatnet, Fiorde de Geiranger, Noruega.

Ao percorrer esta famosa estrada pode-se ver várias quintas ao longo do caminho, e em Maio, é possível ver muitos animais nos campos verdejantes, depois de uma temporada longa fechados nos celeiros.

De regresso a Geiranger paramos no Norwegian Fjordcenter, um edifício com um anfiteatro e uma exposição sobre o Fiorde de Geiranger. Aqui pudemos assistir a um filme sobre os fiordes, como se formam e como vivem os seus habitantes.

Norwegian Fjordcenter, Geiranger, Nouega

Não se esqueça ainda de provar os famosos waffles da Noruega, aqui no Fjordcenter, são deliciosos. No exterior é possível alugar viaturas eléctricas para, desta forma mais ecológica, explorar Geiranger e o seu fiorde.

Já cá em baixo, em Geiranger, aproveite para conhecer o pequeno centro, visitar as lojas e o enorme curso de água que atravessa a pequena povoação. Tem um caminho que é possível subir em paralelo, inclusive com escadas, mas prepare-se para um banho, já que a força das águas que descem das montanhas é brutal.

Centro de Geiranger, Noruega

Preços de referência

Alguns preços por pessoa:

  • Camarote exterior: 860€
  • Taxas portuárias: 100€
  • Gratificações: 86€
  • Internet VOOM: 15,99$ por dia
  • Internet VOOM com redes sociais: 19,99€ por dia
  • Internet VOOM 24h: 29,99$
  • Restaurante temático Chop’s Grille: 28,70€
  • Restaurante temático Giovanni’s Table: 24,60€
  • Excursão Fjord Center and Scenic Views (Royal Caribbean): 91,84€
  • Foto individual: 19,99$
  • Tequila Sunrise: 11,80$ (inclui taxa de serviço)
  • Cerveja Budweiser em garrafa de alumínio: 6,95$
  • Virgin Froze (cocktail de frutos vermelhos sem álcool): 6$
  • Sumo de laranja (não natural): 2,50$

Consulte aqui itinerários para os Fiordes da Noruega no site da Logitravel

 

 

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Nuno Ribeiro Nuno Ribeiro é fundador e editor do Blog dos Cruzeiros, um blog sobre o mundo dos grandes cruzeiros, onde poderá encontrar notícias, opiniões, experiências, sugestões, guias, companhias, navios e muito mais.